Amamos quem não devemos, amamos quem não queremos, amamos o beijo, amamos o toque. Amamos ou não amamos o fato de amar? A razão grita “Não te amo! Não te amo!”. A razão é ter explicações demais para não amar. Já o amor, é inexplicável, é sentir e não pensar, é ter um único motivo sensato e ao mesmo tempo não ter nenhum. O amor não me pede nada, ele sabe a quem deve dar; a razão tenta impedi-lo da espontaneidade. Mas poderia haver alguma razão nascente no amor? O amor vai além da realidade, alcança todos os sonhos. O amor nos faz exatamente perder a razão, a razão do tempo quando estamos juntas e por alguma lógica dentro desse amor, o tempo passa muito rápido, o que nos faz querer mais e mais ficar perto uma da outra. E com que lógica, com que razão eu vou medir esse amor? Infinito não chega nem perto do amor que sinto. Como explicar a ansiedade de um reencontro? Como deixar de sentir falta, saudades? Como deixar com que a razão governe? Tudo bem, há razão, não estou dizendo ao contrário, mas não existe razão quando se tem amor. O amor não é dito, é mostrado, é feito. O amor não me deixa pensar no que fazer, simplesmente faço, porque amo. Simplesmente acontece pelo amor. O amor é se perder de mim e me encontrar em você, é não cansar de cuidar de você ou de te trazer presentes, é pensar em você 24hr/7, é envolver tudo ao seu redor, é não conseguir viver se você não está, é uma angustia, uma tristeza, mas que felicidade maior não compensaria, pois você chega a ser a razão do meu amor. O amor só me mostra um caminho, e esse não fica muito longe de você.
30 outubro 2010
23 outubro 2010
8°
Talvez tenha me perdido na solidão, sozinha tudo fica tão mais conturbado. A minha face se difere de quem sou quando fico diante do espelho. Vejo um rosto que se encaixa aos meus pensamentos e não mais aquela menina que sabia diferenciar o bom do ruim. Eu desligo o ar-condicionado, fico nua, e abro a janela para entrar o vento e trazer com ele a neve, eu quero sentir novamente! O que nós buscamos todos os dias? Estou apaixonada por ela, ou gosto tanto dela pelo fato de vê-la em mim? Eu assim como ela, perdi algo que não mais anseio procurar; perdi o amor que existia dentro de mim. Tento me estabelecer fixa, mas dentro de mim tudo está desmoronando. Como um prédio, onde a base de tudo seria ele, a me proteger, mas em vez disso, jogou tudo para alto quando disse que eu fui um erro em sua vida. Como voltar a amar se já não confia-se mais? Como confiar em qualquer outro, se o medo do passado se repetir me envolve? Mas em meio a tanto desgosto existe algo que nunca conseguirei esquecer, alguém que lhe faz sorrir somente para lhe ver sorrir, alguém que lhe abraça para te proteger de todo o mal. Como as pessoas que lhe fazem podem ser tão diferentes? Como consigo me encontrar nessas diferenças?
Encarar o futuro com que olhos?
Assinar:
Comentários (Atom)