Da janela observo e nada de constante se mostra. A neve não deixa a moça ou o velho saírem de casa, nem o jovem a olhar da janela; pois até de fora para dentro a neve não se deixa transparecer como vidro, incapacitando o jovem do seu posto diário de seja lá o que for que faz ali; gosto de pensar que és um filosofo, as aparências enganam, e isto serve para ele. O dia está pálido, somente algumas verticais marrons, que se enquadrariam como os galhos das arvores, o telhado feito de vidro e o céu de algodão doce. A vista da janela vira um quadro; nem pássaros, nem carros, nem respiração. Não é um dia totalmente inútil a observar, pois começo a ver dentro de mim. Quero tentar encontrar em mim, cada um deles. Buscar o que hoje já não alcanço mais, pois não sinto. Impossível. Queria sentir como não se precisasse mais ir atras, por estar sempre comigo. Mas por não sentir, penso e tento encontrar alguma saída.
21 julho 2010
17 julho 2010
calor do inverno
Encontro nos seus braços o calor do inverno; o dia chuvoso lá fora e eu aqui dentro contigo sentindo seu rosto bem perto do meu, debaixo dessas cobertas nós fazemos nosso mundo quentinho. Você nem imagina as saudades que sentirei de você quando partir. Quem irá estar lá nas minhas tardes de inverno? Somente a chuva, ao cair em meu rosto, se faz como se você me tocasse. Sozinha na janela observo e aguardo as nuvens se encontrarem e me trazer você. Se não a chuva, quero me deitar ao seu lado e esquecer do tempo. O vento no meu rosto indica que logo você aparecerá, se não vier, eu sempre estarei correndo atras da chuva aonde encontro você.
16 julho 2010
16.07.10
Cara, me vem tanta ideia na cabeça, que nem sei como colocar no papel. Cada pessoa na rua, ou até mesmo dentro de casa, cada gesto, movimento ou maneira de ser/falar. Tudo uma inspiração para quem souber absorve-la. A criança que ao acordar de madrugada, chora a ausência da mãe, que está no quarto ao lado; o moço que por alguma razão esta andando desprotegido de guarda chuva enquanto o céu cai sobre ele; a menina que fala doce e sem perceber magoa profundamente; tudo uma razão para escrever, para quem souber olhar. Mas parece que olho e olho e não consigo ver, as vezes não sei entender, a inspiração simplesmente não vem. Mais provável que eu não à faça vir. Imagino que a inspiração esta no subconsciente, no ver e enquanto escreve descobrir o que està vendo, ou até mesmo depois de escrito, ver a mensagem que o subconsciente te mandou pra associar a escrita ao que esta vendo. Assim vou escrevendo.
11 julho 2010
6°
Não devo ser muito diferente deles, tenho problemas. E o que significa a loucura? A loucura é relativa nos olhos de cada pessoa. O que me faria habitar seu mesmo lugar? A minha visão do mundo diferenciada da do resto. 'O que eles pensam de si?', essa pergunta fica martelando constantemente em minha cabeça, já que o que eu penso deles não é o que outro alguém pode pensar, e certamente não é o que eles são. Espero que a saudade não cerque eles, assim como me cerca. Espero que sejam só e tenham a si mesmos. Espero que a alegria deles seja simples, como um pôr do sol, ou uma chuva na madrugada. Mas pelo que observo, não é. Não sabem definir. Não teem perceptiva. A vida deles tão simples e tão difícil. Relativamente relativo.
05 julho 2010
só pra dizer que postei algo,
Nem tudo que queima é fogo,
Nem tudo que machuca sai sangue,
Nem tudo que vemos é real,
Nem tudo que vivo esta na mesma sintonia,
Nem tudo que toco existe,
Nem tudo que somos se é entendido,
Nem tudo que assusta é feio,
Nem tudo,
Tudo,
Nada.
Nem tudo que machuca sai sangue,
Nem tudo que vemos é real,
Nem tudo que vivo esta na mesma sintonia,
Nem tudo que toco existe,
Nem tudo que somos se é entendido,
Nem tudo que assusta é feio,
Nem tudo,
Tudo,
Nada.
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