Mais um dia se passa e você em meus pensamentos está. Você esta em cada parte desse lugar, encostada me esperando impaciente na porta, cochilando no sofá, seu cheiro me tortura toda noite quando sou forçada a deitar em minha cama e não conseguir dormir, sendo obrigada a vagar por todos os cantos onde sempre acabo a encontrando.
Tirei todos os retratos da parede, joguei fora todas as cartas que me escreveu, ainda não é o suficiente, e pelo visto nem nunca vai ser.
Eu sento na escada, de frente a porta e espero, até hoje espero que volte. Espero que se lembre que ainda preciso de você. Tento não pensar que você um dia foi para nunca mais voltar.
O sol nascendo eu tenho a felicidade de ver; entre duas arvores, a rede me acomoda. É um novo dia e a esperança sempre renasce nos meus olhos cada manha. A brisa toca meu corpo e me embala para um cochilo. Até sentir seus lábios tocando os meus, abro os olhos para uma grande surpresa. Você! Ali! Com um sorriso imenso que imediatamente me acolhe. Ao chão caímos com o jogar de um abraço. Ao chão ficamos a nos observar. Esperando aquele momento certo de agir, aquele momento exato de sentir, aquele momento.. aquele momento.. naquela manha, como tantas as outras que havia esperado, não ousou me decepcionar ao sentir sua boca na minha; não foi a mesma manha, ao sentir seu amor em minha pele novamente.
Foi como se fosse a primeira vez, você me tocava com toda a delicadeza; com todo o cuidado, de uma maneira apaixonante, você tirava cada peça de roupa que eu possuía. A vontade uma da outra era tanta que em segundos éramos duas nuas mulheres a fazer amor no chão debaixo de uma rede sob o sol do meio dia. O calor era tanto que parecia ferver meu sangue e cada vez mais me encorajar nessa loucura de ter você de novo. Seu corpo, ali, todo meu. Eu te beijava o pescoço, te possuía com leves mordidas. Com a língua experimentava o quão doce eram seus seios, ao senti-lo suave em minha mão, o outro beijava minha boca e consciente me levava ao delírio. Suas mãos passeavam pelo meu corpo fazendo coreografias à melodia do nosso amor. Meus beijos desciam conforme você os desejava, você se arrepiava a cada primeiro beijo. Até chegar ao meu destino, minha boca já não fazia parte de mim, era você, estava toda em você, o tempo já havia parado e eu ali, sentindo você em minha boca, sentindo cada arranhão, cada mordida, cada mínimo afago. Aquele sol escaldante nos fazendo derreter uma na outra. Aos sons de suas caricias me vejo dominada, agora quem me prova é você. Você que não deixa passar despercebido cada curva, cada simples gesto tem o seu mais puro significado. Os sons de delírio chegam aos seus ouvidos como fortes mordidas, então acelera seu toque em meu sexo e não me deixa parar de cantar, altas notas, baixas notas, gemem com o movimento a ser passado em meu corpo. Gotas de suor escorrem entre meus seios e você os toma para se refrescar. Eu já não tenho nome, já não sei quem sou, pois me perdi em você. Você já não se lembra do que passou, pois tudo é agora. Tudo que a gente tem é esse momento. A noite cai e é você a quem tenho em meus braços.

A brisa volta a tocar meu rosto, eu fecho os olhos e me sinto voar. Ao voltar vejo as estrelas me observando, vejo a lua me guiando, vejo que você não esta. Percebo que foi outra manha como todas as manhas, era você em meu pensamento, mera lembrança. Apenas o seu cheiro no ar, e a chuva vindo ao meu encontro me purificar.
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