Da janela observo e nada de constante se mostra. A neve não deixa a moça ou o velho saírem de casa, nem o jovem a olhar da janela; pois até de fora para dentro a neve não se deixa transparecer como vidro, incapacitando o jovem do seu posto diário de seja lá o que for que faz ali; gosto de pensar que és um filosofo, as aparências enganam, e isto serve para ele. O dia está pálido, somente algumas verticais marrons, que se enquadrariam como os galhos das arvores, o telhado feito de vidro e o céu de algodão doce. A vista da janela vira um quadro; nem pássaros, nem carros, nem respiração. Não é um dia totalmente inútil a observar, pois começo a ver dentro de mim. Quero tentar encontrar em mim, cada um deles. Buscar o que hoje já não alcanço mais, pois não sinto. Impossível. Queria sentir como não se precisasse mais ir atras, por estar sempre comigo. Mas por não sentir, penso e tento encontrar alguma saída.
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