O desapego do retrato do velho, me leva a um cômodo dentro da casa. Um jovem à janela, com olhar perdido. Bate seus dedos no vidro como se composse uma musica. Uma canção triste me vem a mente. Ele olha ao fundo, mas nada vê, não porque a escuridão não o deixasse, mas porque não procura algo lá fora, vê em sua mente. O jovem que a muitas vezes vi sorrir, hoje não parece ter alguma expressão no rosto. Quem somos? Para onde vamos enquanto na terra? No que pode o jovem estar pensando? Eu deveria saber, eu deveria ter as respostas. Mas não consigo ver além do que ele me passa. Sei que as preocupações são muitas quando se esta nos seus 20 e poucos anos. Chega até a ser egocêntrico viver nessa idade; você imagina que tudo o que você faz tem uma reação no mundo. Mas é somente no seu mundo.
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